domingo, 14 de fevereiro de 2010

Cistus Ladanífer - O que é isto?

A esteva (Cistus ladanífer) é uma espécie de planta com flores da família Cistaceae. (Nome comum: esteva; estêva; ládano; lábdano; roselha; xara).
É nativa da parte ocidetal da região mediterrânica, crescendo expontaneamente desde o sul de França a Portugal e no nordeste de África.
O nome do género da esteva - Cistus - tem a ver com o facto dos seus frutos serem cápsulas glubosas com 7 a 10 compartimentos.
Etimologicamente vem do grego "ciste", que signifca caixa, cesto.
É um arbusto que atinge 1 - 2,5 metros de altura e de largura. As folhas são persistentes, lanceoladas, com 3 a 10 cm de comprimento e 1 a 2 cm de largura, verde escuro na face superior e mais claro na inferior. As flores tem 5 a 8 cm de diâmetro, com 5 pétalas brancas finas, normalmente com um ponto vermelho a castanho na base de cada uma, rodeando os estames e pistilos amarelos. Toda a planta encontra-se recoberta com um exsudado de resina aromática.
A informação atrás foi transcrita da Wikipédia. A fotografia é mesmo minha. O motivo pelo meu blog ter esse nome deve-se ao facto de esta ser uma planta que me acompanhou desde pequenino. Primeiro no campo quando o aborrecimento tomava conta de mim. Os frutos desta planta eram a minha melhor brincadeira, pois são uns peões naturais. Passava horas a brincar com eles. Depois em trabalho de Botânica Sistemática na ESE de Beja fiz um trabalho sobre o Género Cistus. E agora quando corro é fantástico observar as flores desta planta, apesar de atrairem as abelhas que não são nada boa companhia.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

I Trail Terras de Sicó

Vai ser a minha próxima prova. Realiza-se em Condeixa-a-Nova, no próximo dia 28 de Fevereiro. A data foi muito bem escolhida, pois pela distância e pela dificuldade certamente vai fazer com que me pareça que o mês de Fevereiro nunca mais acaba. São 30 quilómetros que me vão fazer suar às estopinhas.
É claro que já iniciei a preparação. Hoje fiz 16 quilómetros, quase todos em estrada, para "meter" quilómetros e preparar a caixa de ar. Dei uma volta a que eu chamo cumbres / caseta. Tem 3 momentos de alguma difculdade: a subida as cumbres, a subida antes da estrada de Aroche e a subida da Lancheira até Barrancos.
E hoje foi fantástico pois encontrei outro "maluco" a correr. O meu primo António Fausto. Foi na subida das cumbres. Eu com look skin a subir e ele com look encapuçado a descer... que medo!!! Certamente hoje vai suar o boato que os brasileiros andavam pelas cumbres e para desilusão geral era simplesmete eu e o meu primão.
Outro momento de alguma adrenalina foi quase a chegar à caseta quando me daparei com dois bezerrinhos que pastavam com as suas queridas mãezinhas... mas não é que uma era preta e grande como o caraças!!! Racista eu? Hoje fui. Preferia uma cor de café com leite. Mas não arrancou. Teve sorte... a vaca.
Daí até Barrancos, foi a monotonia dos 10 km/h que marcam estes treinos mais longos. Amanhã há mais. Mas amanhã o treino é curto. Ficará pelos 45 minutos.
Para terminar, gostaria de dizer, reforçar, que adoro quando encontro mais alguém a praticar desporto. E nesta Terra isso deveria ser algo de comum. Já tive o grato prazer de me cruzar, por exemplo, com um grande campeão europeu de corta-mato, com um atleta olímpico, com gajas boas... apesar de não ligar nada a isso. Vá fico por aqui.
Beijinhos aos meus milhões, milhões não digo mas aos meus unidades de fãs deste blogue.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Cross da Laminha

No passado dia 17 de Janeiro participei numa prova fantástica, a 7ª edição do Cross da Laminha. Um novato como eu nestas andanças, achou esquisito que uma prova tão curta, pouco mais de 11 km, fosse de dificuldade elevada.
Eu e a minha "partner" saímos de Barrancos eram cerca das 5 horas da manhã. Como diz um gajo "porreiro", cedo deitar e cedo erguer é lixado mas tem de ser. E foi mesmo. Eu fui conduzindo até quase a A1. Para mim a maior distância alguma vez realizada, acompanhado dos ronquidos da minha mais que muita coisa. Aí foi a vez de lhe passar a viatura. Rápidamente fez o favor de atropelar, digo, esmigalhar um gato. É mentira, passou-lhe por cima, mas a velocidade da viatura era tal que o bicho deve ter sobrevivido, pelo menos levantou-se e fugiu.
E antes das 9.00 horas da manhã lá estávamos nós na Cumeira de Cima (Porto-de-Mós). Fomos os primeiros a chegar. Os bons são assim mesmo. Nas duas horas que faltavam deu para esticar as pernas e comer alguma coisinha... e rápidamente eram 11.00 horas da manhã.
A prova teve inicio com uma grande descida. A lama começou a aparecer. Tive dificuldades em me manter de pé. Mas iniciei a corrida bem e sentia que estava muito bem colocado. Com o passar dos primeiros quilómetros comecei a perceber qual a razão da prova ser de dificuldade elevada. A subir patinava, com a sensação que dava dois passos à frente e um atrás. E nas descidas... bem, nas descidas não cair seria um milagre. Parecia que ia de bicicleta. Rápido?!!! Não. Sou um torpe na bicicleta, e ali parecia que ia de rodinhas. A travar a descer e a penar a subir. Mas no quilómetro cinco ia em 82º lugar, o que era fantástico.
Aí furei... rebentei. Estava exausto. Literalmente na lama. Fui-me arrastando, safurdando... era ultrapassado e novamente ultrapassado. Não sabia por onde respirar. Precisava de mais bocas e "narizes"... acreditem que foi mau.
Mas os quilómetros foram passando, e eu penando, mas aguentando. E assim passado alguns minutos lá cheguei ao fim. O mais incríevel é que fiz o percurso todo e não caí. Não posso descrever o percurso, porque com palavras e imagens não dá. Tem mesmo de se fazer. É uma prova simplesmente espectacular. Sofri? Sim, muito. Mas para o ano lá estarei. Sou masoquista? Não. Gosto de desafios, e este, é simplesmente indíscritivel.
Parabéns ao Vitor Ferreira. Pela prova fantástica, pelo almoço divinal e acima de tudo pela simpatia. Dele e de toda a sua equipa. Trouxe para casa uma telha e dois pratos (um é da Cristina), mas acima de tudo trouxe um grato prazer de ter conhecido gente muito boa e ter passado um dia na lama... purificou-me imenso.
Parabens Vitor Ferreira. Parabéns a toda a sua Equipa.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

35ª Meia Maratona da Nazaré

Pois é, depois de engordar e envelhecer um pouco decidi ser um atleta! Foi das boas decisões que tomei na minha vida. É o meu grande hobby. E faz-me muito bem.
No dia 15 de Novembro fiz a minha segunda meia maratona. A famosa meia da Nazaré. Ia com um tempo de 1.59.56 da meia de Portugal e o meu grande objectivo era melhorar este tempo. Mas terminar já seria bom. O dia de S. Martinho tinha sido muito "duro". Estraguei um vasto plano de treinos... mas enfim!
Antes de iniciar a prova tive o prazer de trocar duas breves palavrinhas com a campioníssima Rosa Mota. Aproveitei e tirei uma fotografia. Isto já foi uma grande vitória. É tão grande em simpatia como o foi em atleta.
Mas falando da prova. Comecei a um ritmo muito elevado (para mim) com a média de tempo de 1o minutos aos 2 km. No quilómetro 4 comecei a sentir dores abdominais e pensei seriamente em desistir. Optei antes por ter uma quebra no ritmo e ao quilómetro 6 estava recuperado. Estava aqui com 32 minutos. A partir daqui e até ao quilómetro 14 consegui manter um ritmo "normal" oscilando os quilómetros entre os 5 e 6 minutos. Entre o quilómetro 14 e 17 voltei a sofrer mas sabia que a meta estava próxima e podia melhorar o meu tempo. Para isso bastava fazer a média de 6 minutos por quilómetro. E assim foi.
Os últimos 4 quilómetros foram penosos mas a nível psicológico ia muito bem. Vi alguns colegas com caimbras e outros com supostas roturas musculares. Muita gente a "encostar". Eu felizmente lá ia caracolando por ali à frente.
No último quilómetro aproveitei a companhia de uma atleta gira para conseguir chegar ao fim com um tempo melhorado. Infelizmente quem puxou o tempo todo fui eu. Mas tudo bem. No final até abrandei para a deixar ficar à minha frente. Sou um cavalheiro!
Terminei no 821º lugar com o tempo de 1.55.57 h, o que me levou a atingir os meus objectivos. Ficaram atrás de mim 218 pessoas mas todos eles foram grandes vencedores. Espero que para o ano regressem. Eu lá estarei.