sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Cross da Laminha

No passado dia 17 de Janeiro participei numa prova fantástica, a 7ª edição do Cross da Laminha. Um novato como eu nestas andanças, achou esquisito que uma prova tão curta, pouco mais de 11 km, fosse de dificuldade elevada.
Eu e a minha "partner" saímos de Barrancos eram cerca das 5 horas da manhã. Como diz um gajo "porreiro", cedo deitar e cedo erguer é lixado mas tem de ser. E foi mesmo. Eu fui conduzindo até quase a A1. Para mim a maior distância alguma vez realizada, acompanhado dos ronquidos da minha mais que muita coisa. Aí foi a vez de lhe passar a viatura. Rápidamente fez o favor de atropelar, digo, esmigalhar um gato. É mentira, passou-lhe por cima, mas a velocidade da viatura era tal que o bicho deve ter sobrevivido, pelo menos levantou-se e fugiu.
E antes das 9.00 horas da manhã lá estávamos nós na Cumeira de Cima (Porto-de-Mós). Fomos os primeiros a chegar. Os bons são assim mesmo. Nas duas horas que faltavam deu para esticar as pernas e comer alguma coisinha... e rápidamente eram 11.00 horas da manhã.
A prova teve inicio com uma grande descida. A lama começou a aparecer. Tive dificuldades em me manter de pé. Mas iniciei a corrida bem e sentia que estava muito bem colocado. Com o passar dos primeiros quilómetros comecei a perceber qual a razão da prova ser de dificuldade elevada. A subir patinava, com a sensação que dava dois passos à frente e um atrás. E nas descidas... bem, nas descidas não cair seria um milagre. Parecia que ia de bicicleta. Rápido?!!! Não. Sou um torpe na bicicleta, e ali parecia que ia de rodinhas. A travar a descer e a penar a subir. Mas no quilómetro cinco ia em 82º lugar, o que era fantástico.
Aí furei... rebentei. Estava exausto. Literalmente na lama. Fui-me arrastando, safurdando... era ultrapassado e novamente ultrapassado. Não sabia por onde respirar. Precisava de mais bocas e "narizes"... acreditem que foi mau.
Mas os quilómetros foram passando, e eu penando, mas aguentando. E assim passado alguns minutos lá cheguei ao fim. O mais incríevel é que fiz o percurso todo e não caí. Não posso descrever o percurso, porque com palavras e imagens não dá. Tem mesmo de se fazer. É uma prova simplesmente espectacular. Sofri? Sim, muito. Mas para o ano lá estarei. Sou masoquista? Não. Gosto de desafios, e este, é simplesmente indíscritivel.
Parabéns ao Vitor Ferreira. Pela prova fantástica, pelo almoço divinal e acima de tudo pela simpatia. Dele e de toda a sua equipa. Trouxe para casa uma telha e dois pratos (um é da Cristina), mas acima de tudo trouxe um grato prazer de ter conhecido gente muito boa e ter passado um dia na lama... purificou-me imenso.
Parabens Vitor Ferreira. Parabéns a toda a sua Equipa.

1 comentário:

  1. Ora até que enfim! Um novo "post"... Eu aqui a subscrever o "feed" do teu blogue, e nada. Espero que continues a alimentá-lo. Abraço de um "galego" de passagem por Barrancos, P

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